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Convite: “Capítulos de História Intelectual” – Alberto Luiz Schneider

13 / junho às 18:30 - 21:00

Lançamento do Livro:

“Capítulos de História Intelectual – racismos, identidades e alteridades na reflexão sobre o Brasil (1180-1960)”

editora  Alameda

Alberto Luiz Schneider

O texto  que o leitor terá em mãos é um livro sobre livros, seus autores, seus tempos e suas circunstâncias, atento às historicidades e às durações. Composto por três unidades, o que há em comum é a natureza das fontes: textos impressos voltados ao público e, por isso mesmo, intervenções políticas no mundo dos vivos. Em comum ainda (ao autor e às suas fontes), a permanente reflexão sobre a formação brasileira sob diferentes ângulos, problemáticas e regiões.

A primeira unidades ocupa-se do Brasil de fins do século XIX e princípios do XX, tempos de racismo científico, imigração e abolição, cujos dramas, tensões e diversidades saltam das páginas de Machado de Assis, Silvio Romero e Euclides da Cunha.

Já a segunda unidade investe na compreensão das lutas pela memória de São Paulo, quer na historiografia quer nas artes, de fins do século XIX, até os anos 1940, permeados por múltiplos bandeirantes que emanam da historiografia de Afonso de Taunay ou compõem o discurso visual do Museu Paulista. Aqui aparecem ainda os sertanistas narrados pelos cronistas paulistas do século XVIII, Pedro Taque e Frei Gaspar da Madre de Deus, não por coincidência resgatados na primeira metade do século XX, quando São Paulo assumiu um protagonismo nacional que  reinventou o passado colonial.

Por fim, a terceira e maior unidade do livro gira em torno de dois importantes intelectuais: o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre e o historiador britânico Charles Boxer. Em comum, ambos gastaram parte de suas vidas para pensar e narrar o passado colonial do Brasil e do Império português. Como não é possível olhar ao passado sem afetar-se do presente, ambos ofereceram respostas muito diferentes para a questão da raça e do racismo nas décadas de 1950 e 1960., quando a politização do tema ocupou um lugar central no  pensamento ocidental. Como que a refletir os novos tempos de descolonização da África, dos movimentos civis protagonizados pelos negros norte americanos, de novas intervenção intelectuais, Freire e Boxer, marcados pelas suas escolhas e circunstâncias deram respostas distintas a um velho tema: a mestiçagem e o racismo.

Temas que, a sua maneira já apareciam m Silvio Romero e Euclides da Cunha (ou obliquamente em Machado de Assis), ou ainda em Afonso de Taunay e nos discursos bandeirantes. Como questão de fundo, sempre ele, o passado colonial, revisitado por cada novo presente.

 

 

 

  Alberto Luiz Schneider é paranaense de Santa Helena. Graduado em História pela UFPR. Mestre pela PUC/SP e doutor pela Unicamp, é atualmente professor de História do Brasil na PUC?SP. compõe também o Programa de Estudos Pós-graduados em História (PUC?SP) e o Mestrado profissional em Práticas docentes da Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES). O autor realizou pós-doutorado na USP e no King’s College London e foi professor visitante da Tokyo University Foreign Studies. É membro diretor do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Detalhes

Data:
13 / junho
Hora:
18:30 - 21:00
Evento Categoria:

Local

Alameda Casa Editorial
Rua 13 de maio, 353
São Paulo, São Paulo 01327-000 Brasil
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